YZF R1 – Crossplane X Flatplane

Ainda nos dias de hoje, basta entrar nos fóruns online ou youtube para ver os debates sobre “o ronco feio da ‘nova’ R1”. E era nítido a desaprovação da maioria dos usuários de 1000cc sobre o ronco diferente que a moto traz a partir do ano 2009. (digo era, pois a Yamaha YZF R1 voltou a ficar entre as 10 esportivas mais emplacadas). E eu, exercendo o meu dever cívico, vim falar um pouco dessa moto com barulho “feio”, mas que precisa ter muito peito para acelerar.

Mas porque o ronco mudou ???

Não se trata somente da mudança de um ronco mais agudo, é um conjunto de resultados de uma configuração até então inédita em motos de rua.

Lançada em 2009 no exterior,  e em 2010 no Brasil, a YZF R1 trás  a mesma tecnologia da YZR M1 de Valentino Rossi no MotoGP. Mas o grande diferencial dessa “nova” R1 é que, de fato, o modelo incorpora a mesma arquitetura do motor usado nas motos de pista (e não é simplesmente uma frase de efeito do departamento de marketing da Yamaha). Trata-se de um virabrequim onde a configuração foi herdada das motocicletas de competição, uma disposição diferente de virabrequim, o chamado “Cross-Plane” (“plano em cruz”). Essa nova tecnologia está no motor e se denomina “Big Bang”, ou seja, uma “grande explosão”.  Isso porque foi alterado todo o ciclo de explosão do motor, seus quatro cilindros em linha tinham tempos de explosão diferentes, a cada ciclo (volta do virabrequim) dois cilindros explodiam e no próximo ciclo os outros dois.

lijsom4kg4vspuddmp4gO Sistema Big Bang inova com os quatro cilindros explodindo no mesmo ciclo, mesmo em tempos desalinhados (diferentes) eles tem explosões sequenciais a cada 90 graus ou ¼ de volta do virabrequim, com isto a resposta nas acelerações é inúmeras vezes mais forte. Outra inovação é que o segundo ciclo do giro do motor fica sem explosão, o que faz com que o pneu traseiro se recomponha dando aderência e logo na seguida “pau”, mais uma forte explosão. Com isso mudou totalmente a característica de pilotagem, e nasce a R1 que foi eleita a moto do ano de 2009/2010.

 

 

3934083777_e7cd8d0144Algumas outras alterações também foram feitas para completar esse novo conceito. O novo quadro Deltabox também foi inspirado na moto de corrida do piloto italiano, e recebeu melhorias para “suportar” o motor mais potente. Teve a rigidez reforçada, garantindo melhor maneabilidade, mais precisão nas curvas e estabilidade em altas velocidades. A balança traseira, construída de forma assimétrica, é 30% mais rígida que na versão anterior, e promete manter a roda no chão nas saídas de curva. O sistema de suspensão também foi redesenhado com um novo amortecedor na traseira, totalmente ajustável. Na dianteira, o garfo upside-down de 43 mm de diâmetro ganhou novos ajustes e está mais firme. Os freios também são novos nessa quinta geração. Na dianteira, as rodas chegaram com dois discos de 310 mm de diâmetro (10 mm menor que a versão 2008) mas com pinças radiais mais potentes, de seis pistões.

E ai, ronco ou tecnologia/potencia ?

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